Desenvolvedor: Gabriel Maki
Ano: 2023
Dispositivo: PCs e Xbox

Um RPG RETRÔ sobre MEMÓRIAS perdidas no LIMBO! Coralina precisa solucionar alguns casos, ao lado de um corvo com cartola.

Heim? Isso não explica nada, principalmente para quem nunca tinha ouvido (ou lido) sobre o jogo. Mas dá um cutucão (de leve) no botão da curiosidade. Pelo preço de R$ 5,00 seria um descaso monumental não apoiar o esforço. Entendam meu ponto: todo jogo que chega aos finalmentes merece respeito e ajuda (quando ela estiver ao alcance). Então já tem de saída a minha admiração, mas respeito e admiração não pagam boleto, então…

Vamos ao google para ver o que falam sobre o jogo e descobrir (se possível) se tem aspectos curiosos e que chamem a atenção (i.e. dar vontade de jogar).

Coralina é um adventure/RPG narrativo com visual retrô em pixel art e elementos surrealistas. O jogo acompanha a jovem, uma estudante de cinema presa em um universo chamado “Terras Póstumas“, um limbo onírico repleto de simbolismos, memória, morte e identidade. A obra é marcada por: narrativa psicológica e abstrata, forte inspiração em cinema experimental, visual expressionista e artesanal, mistura de RPG Maker, visual novel e exploração, temas ligados à memória, trauma, amadurecimento e relações humanas.

Ler o parágrafo acima, sem ter jogado pelo menos uns 30 segundos do jogo, não faz o menor sentido. Mas depois de algum tempo de gameplay ele fica parecendo que é a descrição perfeita para estabelecer quais caminhos o jogo percorrerá.

O jogo ficou conhecido dentro da comunidade indie brasileira por sua identidade muito pessoal. Diversas análises descrevem Coralina como uma obra “intimista”, “autoral” e até “psicodélica”. Palavras fortes para um game mas, ei, é pra isso que a gente garimpa na internet.

O jogo teve boa recepção dentro do circuito indie brasileiro, especialmente entre jogadores interessados em experiências narrativas e experimentais. Na Steam, Coralina mantém avaliações muito positivas. As críticas costumam elogiar personalidade artística, trilha sonora, atmosfera emocional, originalidade visual.

Já os pontos mais criticados envolvem narrativa considerada confusa, mecânicas simples, interface limitada, forte caráter experimental. Coisa pouca não é.

Mas, de longe, o que mais chama a atenção é uma matéria aqui mesmo no Indie Brasilis, sobre um post comemorando a venda de 10 mil cópias. Na língua dos fuçadores de conteúdo das stores, o termo usado é 10K owners. Gente que pegou, fez download, jogou e não pediu reembolso da grana. Dez mil downloads pagos, no período de 3 anos e uns meses, é um número respeitável. Não é grande, mas no universo indieBR é significativo, pois a grande maioria não passa de 1K.

De fato, o SteamDB indica algo entre 5.9K e 11.8K, comprovando que o game vendeu bem. Aparentemente o jogo foi desenvolvido com recursos próprios, o que já conta a favor da iniciativa. Bora jogar…

As explicações, o visual, os motivos e tudo mais são exatamente como os comentários que circulam pela rede e devo acrescentar apenas que jogaria por dias a fio, se não tivesse uns compromissos aqui mesmo no Indie Brasilis. É uma narrativa interativa a milhares de milhas náuticas longe do modelo tradicional e isso é muito bem vindo. Os gráficos não são muito elaborados mas, neste caso, o pixel art não atrapalha o gameplay, que aliás é simples e gostoso (apenas teclas de seta e ENTER pra fazer todo o resto). Destaque especial para o corvo com cartola (ele podia ajudar o jogador um tiquinho mais).

As respostas não são óbvias, são de fato “psicodélicas” (se é que alguém ainda se lembra desse termo). Queria ter ido mais longe mas o que vi justifica com excedente o resultado de vendas. Vou jogar mais, antes de baixar a segunda parte pois é o tipo de jogo que eu gosto muito (atualmente) calmo, com tempo para explorar as possibilidades, sem maiores ostentações ou pretensões. É aquele tipo de jogo que a gente olha e se convence logo no início que sim, tem vida inteligente e ousada no meio devBR e o império do mais do mesmo está (?) com os dias contados. É um tipo de jogo no qual caberia um edital apenas para dar um plus nas imagens e torná-las mais elaboradas. Leia mais sobre o jogo no link abaixo:

Coralina, indie brasileiro de jornadas introspectivas, já vendeu de mais de dez mil cópias

Ficha Técnica

  • Data de Lançamento: 6 de Janeiro de 2026
  • Distribuidora: ZNT Productions
  • Gênero: narrativa abstrata e experimental
  • Número de Jogadores: 1

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