O indie game brasileiro Ghetto Zombies chega oficialmente às lojas digitais neste mês de janeiro, para alegria dos fãs e apoiadores da iniciativa, após uma longa jornada de desenvolvimento, e cheio de novidades, de acordo com a produção.

“Acho que o grande destaque do jogo nessa versão final em relação a todas as demos que as pessoas já jogaram, é o volume de conteúdo”, explicou Fabio Cacho, diretor criativo do projeto ao Indie Brasilis. “Conseguimos fechar o jogo com mais de 60 armas com umas mecânicas malucas, como por exemplo uma espingarda de chapéu de bruxa, uma pistola de luva de boxe, uma shotgun de mordida de tubarão, e umas brisas assim”, comentou aos risos, detalhando que foram inseridos no jogo mais de 20 zumbis com diferentes golpes e mutações. “Ficou um volume final de conteúdo bem legal e bem desafiador pro primeiro jogo de um estúdio”, salientou.

Ghetto Zombies é um irreverente jogo de tiro em pixel art onde a quebrada é a última esperança da humanidade contra os zumbis, onde o jogador deverá escolher entre quatro personagens com características distintas, o Esquadrão Ghetto Z, para combater a população da cidade, transformada em zumbis após a contaminação de um vírus disseminado pelos encanamentos. No game, a quebrada foi salva da catástrofe em razão da crônica falta de água nas periferias, mas precisa lutar para impedir a invasão dos mortos-vivos.

Como explicou o desenvolvedor foram muitas as tribulações da equipe ao longo destes anos de produção, com momentos críticos envolvendo a falta de equipamentos básicos para a criação e boas surpresas, por meio de investimentos. E, como afirmou, foi por meio dos aportes financeiros que o time conseguiu prosseguir com o projeto e alcançar um certo nível de dignidade para seus colaboradores.

“Sim, tivemos investimentos”, confidenciou sem temores o produtor do game. O jogo foi financiado aproximadamente dois terços por editais e um terço pelo investimento da Xbox. Teve momentos em que o projeto teve quase 20 pessoas na equipe trabalhando ativamente, entre fixos e freelas, isso seria impossível em um modo de produção de ‘guerrilha’ sem verba”, exultou o profissional. Ghetto Zombies foi contemplado pelo PROAC-SP e Lei Paulo Gustavo da Spcine, além do valor empenhado pelo programa para jogos independentes da Microsoft.

“São pessoas que pagaram todas suas contas por meses, e alguns por anos, através desses investimentos, então não tem como não dizer que isso foi vital pro GZ acontecer”, avaliou.

Fabio Cacho afirmou que o resultado final oferecerá aos jogadores um gameplay de ate cinco horas de duração “para quem já estiver familiarizado com as mecânicas de shooter”, ou um maior tempo de imersão para quem quiser curtir uma exploração mais fluída no ambiente do jogo.

O projeto do estúdio independente Fogo Games, que tem suas principais influências em jogos como Enter the Gungeon, Atomicrops e Relic Hunters, foca em uma experiência de diversão e desafio, com um resultado que torna a ação intensa, descontraída e repleta de estilo.

A versão de demonstração do jogo, agora batizado como Ghetto Zombies: Graffiti Squad, pode ser baixada gratuitamente no Steam, onde é possível também anexar o game brasileiro à wishlist. O jogo chega oficialmente no próximo dia 16 de janeiro.

Mais informações sobre a produção podem ser acessadas no site oficial.

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