Os RPGs eletronicos conquistaram enorme expressão de mercado desde os primeiros computadores domésticos, com momentos de acerto inesquecíveis, a exemplo das séries Baldur’s Gate e The Witcher, entre outros, mas muito raramente vemos títulos do gênero com o mesmo desempenho produzidos no Brasil, com exceções pontuais como Knights of Pen & Paper; da Behold, que está lançando o dungeon crawler Deep Dish Dungeon ou Reverie Knights Tactics, do estúdio gaúcho 40 Giants Entertainment.

BlackThorne Keep, o jogo em produção pelo Limiar Studios, cuja demo jogável foi apresentada na gamescom latam em 2025, parece ter vindo a mudar esse panorama, exibindo um visual surpreendente, um sistema de combate dinâmico e uma narrativa que deixa de lado as referências fundamentalmente europeias da fantasia medieval, inserindo os jogadores em uma ambiência tropical na Amazônia da América Central.

No game, o jogador irá controlar Athos BlackThorne, um lorde europeu que migrou seu domínio para novos horizontes em terras do hemisfério Sul, cercado intrigas e combates, com uma história cheia de questionamentos e visão crítica ao período histórico da colonização das Américas.

Na trama, o regente se vê pressionado por acusações da Igreja, demandas do Império e a resistência dos povos indígenas da Floresta Negra, com o risco iminente de perder o título de barão ou a própria vida em meio à traição e a derrocada de seu castelo.

Como último recurso, o barão decide fazer uso de um artefato amaldiçoado que pode salvá-lo ao custo de grandes infortúnios naquele que pode ser o último alvorecer da Fortaleza de Cravo Negro.

O universo criado para o jogo, Paragonia, é baseado em outro projeto autoral de Roberto Garcia e Jefferson Neves, da Limiar Studios, o RPG de Mesa BlackThorne Keep, concebido a partir da ideia de um período medieval nos ermos da América Central e do Sul, com seus mistérios e natureza fascinantes, transportados para cenários como as Ruínas Antigas e as cidades do império de Sherath.

Além da estrutura narrativa e conceitual que fogem ao padrão dos RPGs convencionais, o game oferece formas de jogabilidade inspiradas em outras referências, como a possibilidade de escalar telhados e penhascos, explorar áreas secretas, buscar rotas alternativas e encontrar atalhos, que nos remete a projetos como a série Assassin’s Creed e jogos de ação furtiva, como as aventuras clássicas de Metal Gear Solid.

O projeto segue em desenvolvimento nos modelos de jogo digital para PC e de RPG de mesa a ser publicado pela New Order Editora e, segundo o autores, têm previsão de funcionar de forma coesa entre o digital e o analógico. A versão digital da iniciativa já conta com página no Steam e o anúncio oficial de lançamento deve acontecer em breve.

Imagem: reprodução

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