Márcio Filho, ex-presidente da ACJOGOS-RJ, Associação de Criadores de Jogos do Rio de Janeiro, durante a gestão 2002-2026, diretor executivo da GF Corp, empresa de soluções gamificadas para segmentos diversos, e especialista em games e sociedade, mergulhou nestas eleições na condição de candidato a Deputado Estadual no Rio de Janeiro, filiado ao PCdoB, com o número de chapa número 65021.

O profissional segue atuante no meio na região fluminense há vários anos, sempre em defesa da ideia de jogos digitais como motores para alavancar o segmento no Brasil e também no mercado exterior.

“Esse processo de internacionalização é muito importante”, observou, em recente participação no encontro Games on Brasil: Fomento, Mercado e Internacionalização, realizado no evento Rio 2C – Rio Creative Conference -, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, em junho desse ano.

Na fala, o candidato defendia a necessidade de uma política industrial para o setor com vistas a novas conquistas do Brasil para o mundo. “Eu acredito num programa nacional de desenvolvimento que perceba o país como um polo global de gestão de economia criativa onde os jogos cumpram o papel de soft power nacional, pra que a gente possa ganhar outras nações, como a gente tipicamente já ganhou como futebol, samba e comida”, avaliou à ocasião.

Marcio entende que a pauta gamer “precisa ganhar amplo espaço na política e no debate público”. “Somos milhões de jogadores, desenvolvedores, criadores e consumidores. O Rio de Janeiro tem potencial para ser uma referência nacional nos games e na tecnologia, mas, para isso, precisamos de políticas públicas, incentivo ao setor e representação”, escreveu em postagem em sua conta pessoal no Instagram.

Dentre suas ações voltadas ao segmento, vale destacar a participação firme e objetiva durante os debates para a elaboração do Marco Legal dos Jogos Digitais, sancionado pelo governo federal, em maio de 2024. “Tenho atuado nessa construção há anos, inclusive nos debates do Marco Legal dos Games”, comentou, na mesma postagem, observando que ainda há muito a construir. “Precisamos estar unidos, organizados e ocupar os espaços de decisão para que as demandas da comunidade gamer sejam ouvidas e se transformem em políticas públicas e direitos”, declarou.

Como narrou a este repórter, em fevereiro de 2024, o projeto de lei conseguiu um feito marcante, ao definir com clareza as diferenças entre o entretenimento digital e as Bets, agora proibidas no Brasil. “[O texto nos tirou] daquela situação no mínimo embaraçosa, pra não dizer esdrúxula, da convivência com os jogos que, se não são jogos de azar se assemelham muito a eles. Assim, os fantasy sports já não estão mais no projeto”, indicou, vendo estas definições como uma grande vitória já naquele momento.

Em sua campanha, o desenvolvedor destaca seu histórico com a “experiência de quem já aprovou leis e garantiu milhões de investimentos mesmo sem um mandato”. “Queremos um novo RJ, que seja farol pro BR a partir da economia criativa e da ciência, olhando para os trabalhos do futuro e as novas oportunidades no presente”, registrou na divulgação. “Nossa candidatura a deputado estadual está nas ruas e nas redes! Hora de recuperar a ALERJ e o estado do RJ!”, ressaltou.

Dentre as propostas que pretende encabeçar, se eleito, Marcio detalha a ideia de uma “lei com protocolo mínimo para todo evento apoiado pelo Estado: ponto de acolhimento, equipe treinada e canal ligado ao 190 e ao Ligue 180, para a realização de feiras e encontros ligados à cultura geek e gamer, a criação de uma “Rede Estadual de Centros de Apoio ao Trabalhador Criativo: contabilidade, contrato e previdência, de graça, com canal digital, para suporte aos estúdios de desenvolvimento de jogos, e a criação de um modelo de reserva mínima de recursos dos editais “por categoria e por região (Baixada, Norte, Serrana, Costa Verde, Noroeste), com impacto medido e publicado” para garantir maior capilaridade da oferta de valores e menor concentração para empresas com maior capacidade de articulação e apresentação de projetos. “resultado concentra recurso nos mesmos perfis e no eixo Rio–Niterói, ano após ano”, avaliou.

Uma das ações mais recentes na qual o empreendedor está diretamente envolvido é o PL dos Games Vivos, o projeto de lei 3612/2026 de autoria da deputada federal Jandira Feghali que busca chancelar a propriedade digital e preservação dos jogos digitais adquiridos pelos consumidores, obrigando as empresas detentoras dos títulos e Big Techs em oferecer suporte para que os games continuem disponíveis para jogar, com sistemas e servidores atualizados. As informações sobre a proposta, que ainda precisa da definição de um relator e conquistar uma data para ser votado na Câmara, podem ser acessadas no site oficial da iniciativa.

Imagem: fotomontagem

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