Márcio Filho, presidente da Associação de Criadores de Jogos do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ), diretor executivo da GF Corp e especialista em Games e Sociedade, participou recentemente do encontro Games on Brasil: Fomento, Mercado e Internacionalização no evento Rio 2C, o Rio Creative Conference, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, apresentando sua percepção sobre a importância na cultura de jogos e do desenvolvimento de games no país, em maio desse ano.
“Esse processo de internacionalização é muito importante”, observou, ao defender a necessidade de uma política industrial para o setor e dizendo ter um “defeito de fabricação” por se ver como um nacionalista inveterado. “Eu acredito num programa nacional de desenvolvimento que perceba o país como um polo global de gestão de economia criativa onde os jogos cumpram o papel de soft power nacional, pra que a gente possa ganhar outras nações, como a gente tipicamente já ganhou como futebol, samba e comida”, avaliou em sua fala.
O trecho citado pode ser conferido no vídeo disponibilizado ao final deste artigo, junto a outras falas que esclarecem as dificuldades encontradas ainda nos tempos atuais para a produção de jogos no país, como a ausência de uma CNAE, o código de Classificação Nacional de Atividades Econômicas, voltado especificamente para o setor desenvolvimentista de jogos no país.
O desenvolvedor de jogos tem defendido de forma consistente a relevância dos jogos nacionais no panorama global e foi um dos mais empenhados ativistas em favor do Marco Legal dos Games.
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