Imagine um ambiente retrofuturista no qual a vida não melhorou com a evolução do mundo e da tecnologia e você ainda vive de subempregos morando em uma favela carioca. Este é o cenário de Mangút, indie game brasileiro no qual a figura antropomórfica de um ouriço-cacheiro rabugento e persistente que enfrenta dificuldades do dia a dia, tentando suplantar os perrengues financeiros.

Mangút é um jogo de plataforma e aventura para um jogador, sem combates, com uma narrativa que revela o cotidiano de entregadores de aplicativos,, em que o jogador controla Gil, o ouriço que passa o dia balançando para realizar entregas do serviço de aplicativo, a forma que encontrou para sustentar sua família, em uma jornada repleta de suor, desafios e reviravoltas inesperadas.

Balançando-se pelas plataformas com seu braço mecânico, o destemido entregador precisará tomar decisões difíceis, percorrendo a cidade para entregar comida e criando um ponto de reflexão para os jogadores sobre a ‘uberização’ das condições de trabalho, em uma narrativa que o levará a liderar uma revolução no Morro do Mangút, região que dá título ao game.

As imagens do game fazem alusão à realidade brasileira de grande parte de nossa população, amontoada em barracos de favela, ambientada em um Rio de Janeiro com estética Steampunk retrofuturista pela qual Gil segue intrépido com sua prótese mecânica no braço, movida a energia, que pode se estender e interagir com os elementos do ambiente, em quatro cenários distintos: a favela Morro do Mangút, uma floresta na área nobre da cidade, um estúdio de TV a céu aberto e uma fábrica de drones com condições de trabalho precárias.

Ao lado de Neve, aventura espacial produzida pelo estúdio Ritus, de Goiânia, que também faz alusão à precarização das condições profissionais de trabalhadores do país, Mangút expõe os contrastes da realidade nacional, ainda que o game se apresente como uma aventura aparentemente convencional do gênero plataforma, demonstrando que muito pode se falar sobre o cotidiano do brasileiro por meio do entretenimento digital.

O time de desenvolvimento do estúdio independente Pink Mango, que vem realizando seu trabalho a partir de recursos da Lei Paulo Gustavo, conta com os profissionais:
Beto Assumpção: Code
Davi Donato: Soundtrack and SFX
Gabi Tores: Art and UI
Guilherme Oliveira: Production
Lucas Sambudio: Animation
Sam Geraldini: Game Design and UX
Pedro Teixeira: QA and Management

Interessados podem curtir uma versão demo do game, disponível na plataforma Itch.io e incluir a produção na lista de desejos do Steam, que tem previsão de lançamento do jogo para breve.

Imagem: reprodução

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