No feriado do aniversário da cidade de São Paulo, no último dia 25 de janeiro, os fãs dos jogos digitais puderam acompanhar online a primeira edição do Brazuca Game Awards, uma premiação criada em reconhecimento ao game design nacional e para homenagear nossos produtores de indie games.

A proposta surgiu por meio da ação do jovem Arthur Rodrigues, fundador e organizador do Brazuca Game Awards, que se articulou para produzir sozinho a iniciativa, contando com o apoio de profissionais do setor, a exemplo de Pedro Zambarda, editor do site Drops.

“A ideia nasceu da minha paixão em ver o crescimento exponencial da qualidade dos jogos nacionais, mas sentindo que ainda faltavam palcos dedicados exclusivamente a celebrar o desenvolvedor indie de forma democrática”, explicou o idealizador ao Indie Brasilis, em troca de emails. “Eu queria criar algo que não fosse apenas uma premiação, mas um movimento de valorização que durasse o ano todo, culminando na festa”, declarou.

Embora a cena brasileira já conte com alguns projetos do gênero, para Arthur, o diferencial do Brazuca (BGA) está na proximidade com a comunidade e a agilidade. “Somos focados 100% no cenário independente, buscando dar voz tanto para projetos que já estouraram quanto para joias escondidas. Além disso, nosso foco é criar um ecossistema, com o ‘Radar BGA’ monitorando lançamentos constantemente, para que nenhum grande jogo passe despercebido”, comunicou, destacando que sua contribuição para o segmento se dá a partir da energia característica desse público jovem – do qual faz parte – e da perspectiva de si como um nativo digital. “Tenho 13 anos e vejo o cenário com olhos de quem vai consumir e trabalhar com isso pelas próximas décadas. Quero usar essa facilidade com tecnologia e comunicação para conectar os jogos aos jogadores de uma forma autêntica, criando pontes que às vezes estruturas mais antigas não conseguem”, avaliou.

Para o jovem, a participação de público na primeira edição superou as expectativas. “Tivemos mais de 50 votos populares e um pico de 100 espectadores simultâneos na live da Folha TV, veículo parceiro do Drops, que acolheu a iniciativa. “O engajamento no chat e nas redes sociais provou que o gamer brasileiro quer torcer pelos nossos estúdios”, observou.

“O resultado foi justíssimo e refletiu a diversidade da nossa indústria. Ver jogos como Aviãozinho do Tráfico 3 ganhando destaque mostra que estamos no caminho certo em termos de narrativa e gameplay. Fiquei pessoalmente muito satisfeito em ver a qualidade técnica sendo reconhecida”, relatou, indicando que os desenvolvedores nacionais podem esperar mais novidades do recém-criado projeto. “[eles] podem esperar um BGA ainda mais estruturado. Já estamos trabalhando no ‘Radar BGA’ para a fase de plantio deste ano e planejando parcerias para aumentar a premiação e a visibilidade dos indicados. A meta é profissionalizar cada vez mais a estrutura e trazer jurados de peso”, informou.

Um dos destques da primeira edição na opinião do criador do prêmio foi a presença do editor do Drops, cuja participação definiu como “um marco para a credibilidade do evento”. “Ele trouxe a experiência e o peso jornalístico que o BGA precisava para essa estreia. A condução dele elevou o nível da transmissão e trouxe um tom profissional que casou perfeitamente com a proposta”, respondeu à reportagem, com evidente entusiasmo.

“Tive interesse imediaro em divulgar [a iniciativa]”, comentou Zambarda, em conversa com o Indie Brasilis, explicando o contato inicial com a produção do evento, que procurou o Drops em busca de apoio. “Depois, veio o convite para apresentar”, comunicou.

Para Pedro, mesmo se tratando de uma uma premiação iniciante, feita por um jovem entusiasta do setor, “é sempre muito importante divulgar essas iniciativas e dar amplo espaço”. “Ele teve tanto uma live separada no Drops quanto eu inseri ele numa live da Folha TV com seis mil visualizações”, disse, enfatizando a audiência alcançada pela edição inicial do projeto por meio desse estratégico apoio jornalístico.

Como avaliou o editor, “é sempre bom premiar, reconhecer e promover jogos brasileiros”. “Acho incrível, também, por exemplo, a Premiação Sem Prêmios do Controles Voadores”, rememorou, em referência à iniciativa gestada pelo projeto do jornalista e apresentador Lucas Resende Toso.

Arthur finalizou a troca de ideias agradecendo ao Indie Brasilis pelo espaço, denominando o trabalho na preservação da memória dos games como “inspirador”.

O Indie Brasilis parabeniza o jovem pela criação do projeto e agradece as gentis impressões, no aguardo de novidades.

Assista, abaixo, ao vídeo da premiação.

Imagem: reprodução

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