A game designer, CEO e diretora de criação no Naiá Games Studio, Nickie Maxine, acaba de estrear como colunista no portal cearense Quebrando o Controle, e inicia a sua jornada com uma apurada análise sobre o Women Game Jam, maratona de desenvolvimento de jogos cujo viés, mais do que premiar os melhores trabalhos, se foca no relacionamento amistoso e no acolhimento às mulheres em sua ampla diversidade.
Leia, abaixo, alguns trechos das percepções da desenvolvedora:
“No meio desse cenário competitivo [das maratonas de desenvolvimento de jogos], a Women Game Jam (WGJ), traçou um caminho completamente diferente: o que começou como uma iniciativa focada em criar um espaço seguro para mulheres (cis e trans) e pessoas não binárias, se transformou em um movimento histórico onde se consolidou no calendário global de todos anos, provando que o verdadeiro combustível para inovação e transformação da indústria não é a rivalidade, mas, sim, a colaboração, o acolhimento e a representatividade.”
“Se a indústria parecia um ambiente intimidador, a WGJ tem provado ao longo de suas edições que a diversidade de uma comunidade de pessoas criadoras e desenvolvedoras de jogos não só traz novas perspectivas, mas inverte a lógica do mercado criando um ambiente sob medida para que minorias possam florescer […] Se tratando de gênero, mulheres cis, mulheres trans e pessoas não binárias enfrentam barreiras que vão muito além da falta de oportunidades técnicas”.
“Um dos maiores pilares de sucesso da WGJ está em quem ‘puxa’ a frente do projeto. A importância da representatividade na liderança do evento é CRUCIAL. Ver mulheres e pessoas não binárias organizando, coordenando e tomando decisões de grande escala global envia uma mensagem muito clara para as participantes: ‘Esse espaço também é seu!’”.
“O evento elimina o peso do ‘vencer ou perder’, permitindo testar suas ideias de forma ousada e sem medo do fracasso ou do julgamento. Além disso, as conexões feitas na WGJ duram muito além do fim de semana do evento, gerando parcerias profissionais, contratações e amizades a longo prazo, fazendo valer o tão importante ‘networking’”.
“A WGJ não foca em descobrir quem é a melhor desenvolvedora ou o melhor jogo, o objetivo é garantir que todas as pessoas que participam cheguem ao final da imersão sabendo que são capazes de construir e desenvolver algo, mesmo que nunca tenham feito; que saibam que têm o direito, capacidade e apoio para ocupar seu lugar na indústria de jogos. É nesse cenário que a WGJ entra como um grande divisor de águas!”
Nickie Maxine, que atua como designer de jogos há mais de 10 anos, atuou na liderança de projetos de grande escala e impacto global em empresas como Samsung, Google e Microsoft, e é Líder de comunidades Game devs, fundadora da primeira associação e coletivo de desenvolvedores e estúdios de games do Amazonas, fundadora e líder da Aliança de Estúdios e desenvolvedores de games do norte, Líder e produtora na Women Game Jam (game jam com maior recorte de gênero do mundo), professora e ativista com foco no acolhimento e integração de minorias no mercado de jogos priorizando a inclusão, acessibilidade e diversidade no Brasil e no mundo, também já foi uma da personalidades entrevistadas pelo programa Devtalks, do BelJogos.
Para acompanhar as ações do projeto no Brasil, basta acessar a conta de instagram Women Game Jam Brasil (@wgjbr).




Imagem: reprodução
Fonte: QoC
