Lançado pela OpenAI em 29 de setembro de 2026, durante o evento OpenAI DevDay em San Francisco, imediatamente passou a fazer parte das minha opções de IA e, como não poderia deixar de ser, já pensei num primeiro teste de campo. A questão era exatamente que problema apresentar para essa versão do GPT, que estava sendo cantado em prosa e verso como uma IA bem superior aos concorrentes. Olha o detalhe da sua apresentação:

Precisão factual: o GPT‑6.1 Sol também melhora a precisão factual em prompts difíceis. Com esforço de raciocínio extra-alto, sua taxa de erros factuais é de 4,1%, abaixo dos 4,5% do GPT‑6 Sol e mais próxima dos 4,0% do Astra na mesma configuração, com um custo por tarefa aproximadamente 83% menor que o do Astra.

O primeiro teste precisava ser algo não muito complicado, mas passível de verificar, com certa facilidade, quanto à precisão da IA. Então, nada mais justo que “perguntar” a ele como deveria ser um site que se apresentasse como “voltado ao mercado indie brasileiro”. Segue o prompt: “Liste pelo menos 5 requisitos para um site dedicado a jogos indies brasileiros que sejam indispensáveis.“

    Faz todo o sentido do mundo, afinal o que mais tem por ai são sites que se dizem “apoiadores do indie br” mas que obedecem ao figurino mais do mesmo, priorizando sempre os títulos estrangeiros mais conhecidos comercialmente. E já que chegamos até aqui: “Faça uma lista de sites ou mecanismos, voltados para o mercado de games indie brasileiros, que sejam relevantes para o público consumidor.“

    O GPT 6.1 Sol se mostrou preciso (e extremamente rápido) mas confesso que fiquei surpreso pelo resultado formal do segundo prompt. Menos pelas presenças e mais pelas ausências. O resultado mostra que as IAs não servem apenas para fazer código, montar textos, planilhas, músicas ou imagens deslumbrantes mas também para auxiliar no olhar crítico ao que temos à nossa frente.

    Não se trata de certo ou errado, mas de facilitar um olhar mais acurado para os fatos. Talvez isso explique, em parte, o medo que tantos andam demonstrando em relação à inteligência artificial, propondo sempre que possível o seu enquadramento em formato de censura.

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