“Não confunda! Jogos desenvolvem mentes, habilidades, socialização e fomentam a imaginação! Apostas se fundamentam em crenças e consomem esperança! Vença ajudando a desenvolver mentes e manter esperanças divulgando a campanha ‘Aposta não é Jogo!'”. Assim se apresenta, sucintamente, o projeto criado para esclarecimento geral e idealizado para auxiliar as pessoas que vivem, na atualidade, o terrível drama das perdas financeiras com o advento das bets, os aplicativos de apostas que pululam nas lojas virtuais com promessas de entretenimento e lucro.

A iniciativa é encabeçada pelo projeto Gamegesis, focado na literacia de jogos, em parceria com as organizações da sociedade civil (OSC) Instituto Mais Social e Instituto Janeiro Branco, e visa mobilizar especialistas em saúde, economia, legislação e cultura para propor caminhos para a proteção social e saúde mental a população, prevenindo os distúrbios causados pelo vício, e trazer clareza ao tema, por meio de subsídios técnicos para uma regulamentação objetiva, capaz de distinguir o jogo legítimo da atividade predatória de apostas, contribuindo para melhorias no Marco Legal dos Games, explicam os proponentes da ideia.

Como explicou Rodrigo ‘Lord Spy’ Domingues, em artigo neste Indie Brasilis, existe uma percepção equivocada entre os significados de jogos e apostas. “É importante entender de onde veio a palavra “jogo de azar”, que deu a prerrogativa de uso para os textos legais contra apostas e cimentou no imaginário popular a falsa ideia de que jogos e apostas são indissociáveis”, escreveu, destacando que, “durante o império Turco-Otomano os comerciantes levavam um conjunto de dados que tinham flores ao invés do número um ou do ponto. Nessa época usavam dados para apostar na atividade que é conhecida como ‘craps’, usando esses dados com temática de flor, quando um dos participantes rolava 2, os outros exclamavam que ‘deu flor’. Flor se traduz para o árabe ‘azahar’, origem da palavra ‘azar’ no português”, afirmou o pesquisador.

O trabalho de conscientização da população e das autoridades no país será, sem dúvida, um feito digno dos heróis dos videogames, mas o grupo segue em busca de adesões e já teve encontros com ministérios do governo federal para tratar do assunto, dando início a uma outra frente de ação na última semana, com os encontros em vídeo com personalidades diversas ligadas ao universo dos jogos digitais, visando dar amplitude à proposta. O primeiro convidado do programa foi este redator, que debateu a questão com Lord Spy e a jornalista Bia Montes, integrante do Instituto Elipse.

Para mais informações, basta acessar o site do projeto Gamegesis.

Assista, abaixo, a entrevista com o coeditor do Indie Brasilis, Kao Tokio:

Imagem: reprodução

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