Desenvolvedor: Invisible Studio
Ano: 2025
Dispositivo: PC

Delicioso, desafiador e simplesmente viciante. Custando, na promoção, apenas R$ 11,89 este jogo não pode faltar na sua biblioteca Steam. Ponto.

Mas como cheguei a este jogo, já que ele literalmente não aparece destacado em nenhum lugar onde normalmente são comentados games indies brasileiros? Foi ainda na fase demo que tive meu primeiro contato com ele. Era para uma matéria ou vídeo no qual ia comentar e nos primeiros segundos já gostei da proposta do jogo. Tempos depois, num grupo de whatsapp, fiquei sabendo sobre o lançamento da versão completa (em janeiro de 2026) fui imediatamente na Steam adquirir a minha cópia, já planejando fazer um Eu Joguei dele.

Então posso assumir que meu interesse não foi despertado naturalmente, mas como parte das minhas atividades. Isso não diminui a importância do jogo mas certamente limita o seu alcance. Vale lembrar que o título de um jogo é sempre a primeira oportunidade de chamar a atenção de um possível jogador e certamente eu passaria batido pelo nome Au Revoir. Faltou aqui uma frase, um lema ou mesmo um subtítulo, tipo “Au Revoir – Preservamos sua consciência” ou “Au Revoir – Seu cérebro em boas mãos“.

Mas afinal, do que trata o jogo?

“Assuma o papel de Tristan e resolva puzzles para recuperar consciências humanas em 2071. Investigue ambientes, descubra segredos e tome decisões que afetam o final. Explore um mundo neon-noir com estética low poly inspirada nos anos 90.”

Ou seja, a Au Revoir Ltda é uma empresa que resgata consciências e as transplanta para um cérebro artificial, até ser possível uma transferência para um novo corpo. De certa forma é uma promessa de vida eterna. Porém, sempre tem um porém, há algo acontecendo neste mundo corporativo e é justamente isso que o jogador tem que descobrir, resolvendo pequenos quebra cabeças.

O jogo, que tem um visual retrô, é cheio de referências da era digital e reconhecê-las faz parte da diversão. Os quebra-cabeças são bem elaborados e com algum esforço dá pra ir passando por eles com certa tranquilidade. Curiosidade e persistência é a chave para resolver as questões apresentadas a Tristan, o sentinela que o jogador encarna.

Nas imagens do game, o uso do efeito pixelado, embora justificado como estética low poly, acaba produzindo um desconforto visual principalmente quando a leitura de texto e números se torna crítica, como no caso de um “6” ser confundido com um “8” por culpa exclusiva da pixelização. Em fontes tipográficas desaa natureza, “subir” letras como o “g” para acomodar a grafia na célula que define o caracter, apenas transforma ela em um “9“. Isso não impede a leitura, mas interfere na imersão e isso sim pode ser um fator importante.

Conclusão: com quase um ano e meio do lançamento, o jogo ainda tem números bem baixos de venda (algo em torno de 2k). Considerando que foi apresentado ao mundo todo, com versões em vários idiomas, podemos atribuir esse desempenho a total falta de marketing e divulgação, pois o jogo vale cada centavo gasto nele.

Segue abaixo o link do jogo na Steam. Assista ao vídeo de apresentação e, se gostar do que viu, aproveite a promoção. Mais sobre o jogo aqui mesmo no Indie Brasilis, no Indie na Veia e no IB Recomenda:

Ficha Técnica

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