No levantamento de projetos para a produção do Catálogo Indie Brasilis são poucos os games que apresentam como ambiência para a aventura as regiões desérticas, seja no Brasil ou em outros países. Zyrdain Sands, indie brasileiro do estúdio FifoArts, é mais um representante desta seara, e oferece aos jogadores – para além do gameplay – imagens muito bem elaboradas para contextualizar esta opção estética no jogo.

Zyrdain Sands se apresenta como um jogo de tiro “visceral” para dois controles analógicos, com uma história na qual os deuses do deserto interferem no cotidiano dos pobres mortais e sabotam a jornada de seu personagem com tiros imperceptíveis, tempestades de areia e uma série de maldições, enquanto você conduz seu aventureiro em um processo de evolução das armas de Zyrd – o herói – que segue lutando para salvar a Pedra Sagrada.

A aventura se passa nas Sandlands, um deserto tomado por espíritos e deuses invasores que querem roubar a energia do Cristal Sagrado que seu guardião renegado precisa defender a todo custo.

Como explica o estúdio, há um detalhe cruel na proposta do game: “os deuses não lutam só contra você — eles lutam contra o próprio jogo. Em momentos aleatórios, eles alteram o ‘estado’ da partida com mensagens e eventos que sabotam sua jornada: suas balas podem sumir, uma tempestade de areia pode cegar sua visão, upgrades podem falhar ou aparecer ‘travados’ de propósito.”

“Entre hordas de inimigos e um deserto que tenta te proteger com pontos de abrigo (tendas, coqueiros, cactos e montes), você precisa sobreviver ao caos, coletar cristais/moedas para evoluir seu poder e encontrar um jeito de quebrar a sabotagem divina — na marra, no improviso e no ritmo do massacre”, destaca a divulgação.

A força da produção parece residir, ao menos inicialmente, na qualidade das artes visuais e das cutscenes, que capricham na apresentação do roteiro que sustenta a condução narrativa do game.

Zyrdain Sands é um jogo de tiro para controles analógicos, idealizado com design em visão superior em uma pixel art com o que os desenvolvedores denominam como um padrão visual de vibe gótica e synthwave, ambientado em um misterioso deserto onde será precis0 sobreviver às hordas de inimigos enquanto se protege o cristal sagrada que sustenta o mundo.

O projeto vem sendo criado por Fifo Lazarini, publicitário que responde pelo estúdio FifoArts, profissional com um MBA em Game Development (UAM) e atuando há mais de 20 anos no mercado criativo, com experiência em UX Writing, Game Design e Narrative Design. Fundador do estúdio fknE, já desenvolveu projetos para marcas como Sony Music, McDonald’s, PlayKids e InfinitePay, além de ter criado jogos autorais premiados como Hook&Loop (Tokyo Game Show 2023) e The Bottle Boy (Gamescom 2024). Também é autor de livros sobre advergames e narrativas digitais, poeta e roteirista.

A título de curiosidade, a equipe informa que a produção deste jogo experimenta em algum nível de interação ferramentas assistidas por IA para a vivência no mundo criado digitalmente e em algumas das imagens de marketing. Não menos importante, avisam que o produto não estará disponível no idioma local, isto é, em português, abrindo mão de boa parcela dos 102 milhões de jogadores mapeados pela Pesquisa Game Brasil (PGB), que registrou que mais de 82,8% dos brasileiros consomem jogos digitais de acordo com a pesquisa de 2025.

O FifoArts comunica que o game tem data de lançamento prevista para o início de setembro deste ano e já conta com página na loja virtual Steam, onde pode ser inserido à lista de desejos.

Imagem: reprodução

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