{"id":199,"date":"2025-05-15T16:51:18","date_gmt":"2025-05-15T19:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/?p=199"},"modified":"2025-05-15T16:53:13","modified_gmt":"2025-05-15T19:53:13","slug":"nao-ha-livros-sobre-a-historia-dos-games-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/?p=199","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 livros sobre a hist\u00f3ria dos games no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 isso mesmo o que voc\u00ea leu: n\u00e3o h\u00e1 literatura sobre a hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o de games brasileiros, de seus processos, motiva\u00e7\u00f5es, dificuldades, das ideias originais ou receptividade dos jogos no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece por que, como grande parte da cultura popular no pa\u00eds, n\u00e3o h\u00e1 registro de nossas mem\u00f3rias, pois esses temas s\u00e3o tidos como coisa cotidiana e sem valor hist\u00f3rico; at\u00e9 que o tempo passe, e a gente perceba que eles erram importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como enfatizou a docente e pesquisadora Lynn Alves, no livro Video Games Around the World, escrito e editado em 2015 pelo autor estadunidense Mark J. P. Wolf, professor e coordenador do departamento de comunica\u00e7\u00e3o na Universidade Concordia, em Wisconsin, nos EUA, &#8220;\u00e9 dif\u00edcil reconstruir a hist\u00f3ria de desenvolvimento de jogos no Brasil porque h\u00e1 muito pouco escrito sobre o assunto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o crescimento de eventos de games nacionais pelo pa\u00eds, dos &#8216;medalh\u00f5es&#8217;, como Gamescom Latam e Brasil Game Show, at\u00e9 as a\u00e7\u00f5es de associa\u00e7\u00f5es regionais de desenvolvedores de jogos, n\u00e3o costuma haver uma produ\u00e7\u00e3o que concentre as informa\u00e7\u00f5es sobre os est\u00fadios participantes, dos integrantes destes desenvolvedores ou do contexto em que se deu a realiza\u00e7\u00e3o destes encontros, o que torna perene a passagem destes eventos, que se somam como &#8216;mais um&#8217;, sem relev\u00e2ncia documental ou hist\u00f3rica. As pr\u00f3prias associa\u00e7\u00f5es de desenvolvedores e\/ou de empresas n\u00e3o guardam registros de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, vit\u00f3rias e derrotas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;[N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias, hoje, sobre o Jogo do Mensal\u00e3o] porque a gente sempre encontrava pouca informa\u00e7\u00e3o sobre qualquer jogo [brasileiro, naquele per\u00edodo]&#8221;, relatou Renato Degiovani no cap\u00edtulo sobre o seu game mais famoso &#8211; que retratava um conturbado per\u00edodo pol\u00edtico de meados dos anos 2000 &#8211; quando perguntado sobre o assunto pelo coautor do livro, Kao Tokio.<\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de registros documentais sobre a cria\u00e7\u00e3o de games brasileiros \u00e9, de fato, uma quest\u00e3o cr\u00f4nica que atravessa d\u00e9cadas, o que n\u00e3o significa que n\u00e3o haja livros sobre game design nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Obras como Game Design &#8211; Modelos de Neg\u00f3cios e Processos Criativos, de Vicente Martin Mastrocola, 1983: O Ano dos Videogames no Brasil e 1984: A Febre dos Videogames Continua, de Marcus Garrett, ou Artes do Videogame, de Jesus de Paula Assis, trazem em alguma medida informa\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o nacional, mas n\u00e3o se dedicam ao aprofundamento destas quest\u00f5es, dedicando-se mais a assuntos gerais sobre o mercado de consoles, os processos de cria\u00e7\u00e3o de jogos ou temas similares.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo Game Brasilis, publica\u00e7\u00e3o de 2003 do Senac SP, que trazia informa\u00e7\u00f5es sobre 32 jogos digitais brasileiros, detinha-se em informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre o est\u00fadio desenvolvedor, sinopse e ano de lan\u00e7amento, de forma bastante sucinta.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a grande maioria dos registros existentes focam essencialmente no lado hardware do mercado, nos consoles ou simplesmente na experi\u00eancia gamer mas quase nunca nos games genuinamente nacionais e principalmente nos her\u00f3is an\u00f4nimos dessas jornadas: os desenvolvedores. Sem hist\u00f3ria n\u00e3o temos her\u00f3is e sem eles n\u00e3o temos exemplos a nos inspirar.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses motivos levaram os autores Renato e Kao \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de Indie Brasilis, como forma de resgatar o que ainda resta de mem\u00f3ria hist\u00f3rica sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o de jogos feitos por equipes brasileiras, conte\u00fado cada vez mais raro de se encontrar no \u00e2mbito digital e ainda mais raro no campo presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Se at\u00e9 aqui n\u00e3o existiu um projeto para consolidar dados sobre o game design genuinamente nacional e seus criadores, o Indie Brasilis vem buscar alguma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dessa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, contamos com a particioa\u00e7\u00e3o [e a mem\u00f3ria] dos game designers do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre \u00e9 tempo de come\u00e7ar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 isso mesmo o que voc\u00ea leu: n\u00e3o h\u00e1 literatura sobre a hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o de games brasileiros, de seus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[54],"class_list":["post-199","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-info"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=199"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/199\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":204,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/199\/revisions\/204"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/indiebrasilis.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}